segunda-feira, agosto 25, 2014

Uma...


... nova semana pede música bem animada para ser encarada com toda a energia!

Uma boa semana para todos!

segunda-feira, agosto 18, 2014

Em...

... fases de escrita criativa como aquela em que me encontro, gosto de me inspirar nas frases que vou lendo nas minhas pesquisas. Gosto de guardar algumas delas para as usar mais tarde, em jeito de abertura daquilo que vou escrevendo. Esta foi a que mais recentemente me ficou na retina...
The more the military services adapt to family needs, the more committed will be both service members and their families to the institution
Segal (1986)

Se existe algo que acho, infelizmente que as organizações portuguesas ainda não dão o devido valor é à componente familiar de quem nelas trabalha. Por mais que se diga, em muitos ditados, que os assuntos de trabalho devem ficar à porta de casa e vice-versa, é-nos, em determinada fases das nossas vida, difícil de o concretizar. E que ache que nunca o fez que atire a primeira pedra...

A família e o trabalho são, infelizmente, indissociáveis por mais que tenhamos a capacidade de nos conseguir abstrair dos problemas de uma e de outra realidade. O ser humano é assim. Por mais distanciado que possa pretender parecer, lá no seu insconsciente, o que vai acontecendo vai deixando as suas marcas e vai fazendo com que a forma de estar seja alterada e nem sempre da melhor forma...

O quanto eu gostava que a nossa realidade laboral desse mais atenção a isto, que não tem nada de pormenor, e que poderia muitas vezes contribuir para termos melhores profissionais e melhores ambientes familiares.

terça-feira, agosto 12, 2014

Hoje...


... o teu bom dia não foi dito com a mesma energia nem a mesma velocidade alucinante e difícil de copiar. Hoje fizeste o mundo acordar mais triste, sem o som de uma gargalhada ou sem o sorriso de quem parecia estar sempre pronto para dar uma palavra de apoio sempre pincelada com pitadas de boa disposição. Hoje deixaste muitos dos teus alunos à deriva sem o seu Captain. Hoje deste um novo significado à palavra Carpe Diem...

Faz confusão e entristece que possas ter partido deste mundo por tua própria vontade, cansado de lutar contra um buraco negro mas nunca transparecendo isso para os restantes habitantes deste planeta. Ou pelo menos para a sua maioria. Aquilo que vai no mais profundo de nós nem sempre transparece para quem nos rodeia e não é por estarmos permanentemente com uma gargalhada na ponta da língua que somos felizes por dentro. Que nos sentimos preenchidos e realizados.

Hoje acordaste o mundo de uma forma mais triste. Para sempre recordaremos a forma como marcaste os teus alunos em Dead Poets Society. O filme que mais marcou a minha adolescência e aquele a quem eu e amigas minhas chamamos de "o nosso filme". Serás sempre o nosso Captain. Para sempre recordaremos também a forma inconfundível com que disseste "Good Morning, Vietnam!". Marcaste outra geração de forma indelével. Recordaremos também para sempre o teu delicioso Peter Pan. Quem sabe, talvez esta seja a tua personagem que mais mostrava aquilo que eras: uma eterna criança inconformada em corpo de adulto e que não cruzava os braços nem se importava em dar uma boa gargalhada.

Conforme um amigo meu escreveu hoje: "Seize the eternity, Robin!"

Vais fazer-nos falta, Robin...

sexta-feira, agosto 08, 2014

É...

... impressionante como as pessoas que nos conhecem há muito tempo têm a capacidade de conseguir perceber como nós estamos. Mesmo antes de nós próprios tomarmos a consciência de que assim é...

No meu local de trabalho, exista uma pessoa que me conhece desde o primeiro diz que comecei a trabalhar. Numa conversa ontem dizia-me que me achava assim mais cansada e que a minha cara não enganava. Diz que são muitos anos a ver-me todos os dias (ainda que com um interregno de algum tempo) e que sabe reconhecer quando se passa alguma coisa... Lá tive que confirmar que o trabalho, por esta altura, era mais do que muito e isso fazia com que pudesse andar um pouco menos faladora ou com um pouco menos energia do que o habitual...

Curiosamente, ainda não me havia dado conta do quanto esta fase final do projecto que tenho em mãos está  dar nas vistas. Sinto-me um pouco cansada, é um facto, mas não ao ponto de ter de deixar de fazer aquelas coisas de que gosto. Não ao ponto de não ter energia para conseguir continuar com os meus treinos de corrida que tanto prazer me dão. Mas o que é certo é que os momentos no meu sofá têm sido bastante reduzidos nos últimos tempos. Não me sinto cansada por aí além mas este comentário funcionou como um wake up call para mostrar que o esforço que estou a imprimir em mim própria nos últimos tempos está já a conseguir alterar a minha expressão de todos os dias.

Será que tenho que dosear melhor este meu esforço? Se calhar sim... O que me vale é que as férias começam já a meio da próxima semana e, ainda que tenha muita coisa a que me dedicar deste projecto até ao final de Setembro, acho que as duas semanas e meia de férias que me esperam vão, de certa forma, conseguir ajudar-me a retemperar forças e iniciar o próximo mês com novas energias, principalmente porque tenho uma recta final pela frente.

E venha o descanso...

domingo, agosto 03, 2014

Tudo...


... pronto. Secretária arrumada, bibliografia e apontamentos organizados, chá de menta a acompanhar... Só falta mesmo uma música muito bem disposta a acompanhar para começar este Domingo de escrita. 

Porque os nossos sonhos merecem todo o nosso empenho e o deadline começa a aproximar-se a passos largos. Faltam apenas 58 dias...

Toca a escrever! Bom Domingo para todos!

sexta-feira, agosto 01, 2014

Existem...

... notícias que me entristecem. Ver locais de sempre desaparecerem neste nosso País faz-me sentir impotente e pensar o que quem decide neste País sente em relação à cultura e à herança que temos para deixar aos nossos mais pequenos. Que pensam estes poderosos em relação aos locais que ajudam as nossas crianças a construir memórias e saberem um pouco mais sobre como era o Portugal dos seus pais e avós. 

E é assim que me sinto... Triste... Ao saber que o Museu do Brinquedo em Sintra tem os dias contados e que irá encerrar as suas portas no dia 31 de Agosto...

quinta-feira, julho 31, 2014

Entrei...

... desde ontem, numa contagem decrescente que vai terminar precisamente a 30 de Setembro. Contam-se no calendário dois meses inteiros. Nove semanas. 62 dias. 1488 horas. O deadline a que me propus encontra-se a esta distância. É o tempo que me separa até a concretização de mais um objectivo num projecto que abracei há quase dois anos. Houve tempos mais ou menos difíceis durante estes quase dois anos que não me deixaram dedicar totalmente como gostaria a este projecto mas o que interessa é que agora estou abraçá-lo com toda a força para o ver concretizado. Se existe coisa que dizem que me caracteriza é a persistência e a vontade de ver os meus sonhos concretizados. E assim será!

Toca a enviar muitas energias positivas aí desse lado que aqui a Miss Fiona bem precisa! 

Wish me luck!

domingo, julho 20, 2014

Again...


É mais ou menos isto. Uma confusão. Uma baralhação. Um turbilhão de ideias e de quereres. Um misto de saudade desinquietante e vontade urgente. Um digo-não-digo, faço-não-faço, um vou-não-vou. Um apetece-me-tanto-mas-não-pode-ser. Um eu-não-te-deixo-ir-embora-mas-não-te-peço-para-vires. Uma mistura de sentimentos polvilhada com um punhado de sensações. Uma junção de desejos imaginários ornamentados por sonhos reais. Um emaranhado de paixão urgente e amor calmo.


Tu e eu somos uma confusão. Calmamente desinquieta. Gritantemente calada.

- Rita Leston -
Da página do Facebook Gosto de ti e então?


Porque existem saudades que se pensam adormecidas para sempre e, de repente e como por artes de magia, elas retornam e mostram que estão presentes.

Porque existem arrepios na pele que aparecem por mais que se tente que eles permaneçam escondidos bem no fundo, para lá da epiderme.

Porque existem sussurros que se trocam no meio da multidão... Uma e outra vez...

Porque existem músicas que saberão sempre explicar muito bem os quilómetros feitos.

Porque, afinal, o turbilhão continua lá... E não deveria...

Sim, admito... Tenho saudades... E sempre terei saudades tuas...

sábado, junho 14, 2014

Muitas...

... vezes, quando olho o horizonte a partir da minha janela num final de tarde, chego à conclusão que o mundo que nos rodeia tem a capacidade de nos surpreender a cada dia. Surgem-nos, como uma sequência compassada, pontes que necessitamos de atravessar. Algumas delas são pontes bem sustentadas, qual Ponte sobre o Tejo. Que podemos transpor sem dificuldades de maior e sem receio de que o tabuleiro debaixo de nós nos fuja debaixo dos pés qual castelo de cartas a desmoronar-se.

Mas nem todas as pontes são assim...

Quantas vezes nos deparamos com verdadeiros fios de equilibrista que ligam os dois lados de um desfiladeiro perdido na cordilheira dos Andes. Quantas vezes as pontes que surgem diante de nós não se assemelham a um ponta retirada directamente de um filme do Indiana Jones...

Mas não é por isso que vamos recuar...

Pontes. Montanhas. Oceanos... Surgem nas nossas vidas para serem atravessados, transpostos. Com a garra que consigamos retirar do mais fundo de nós. Com a força que julgamos não existir na nossa pessoa. Estão lá para nos testar e nos mostrar quem está do nosso lado para nos dar a mão e atravessar connosco. 

E estas pontes podem surgir como verdadeiras surpresas das relações interpessoais... Para o bem e para o mal...

sexta-feira, junho 13, 2014

E...

... mais um livro que é finalizado por estes dias. 

Livro: "O Êxtase de Gabriel" de Sylvain Reinard

Depois de, no início da semana, ter finalizado a leitura do primeiro volume desta trilogia, "O Inferno de Gabriel", de que falei aqui, o segundo volume também já lá vai! Trata-se de um livro de leitura fácil e o facto de estar por casa de férias facilitou ter feito uma leitura tão rápida. É um livro que segue as linhas do primeiro volume, longe de estar ao nível da dominação (ou tentativa dela...) presente nas "Cinquentas Sombras de Grey". Neste segundo volume, a relação de Gabriel evolui e mais detalhes sobre Dante vão sendo revelados, mostrando um pouco mais deste autor italiano medieval. 

Gostei deste volume. Apesar de toda a mente conturbada de Gabriel, trata-se de uma leitura leve que ajuda a descomprimir das leituras mais sérias que o meu trabalho me impõe. É claro que o terceiro e último volume da trilogia já foi começado... Será que ainda o termino antes do final das férias? Vamos ver!

Boa 6ª feira para todos! E bom feriado se for caso disso!

quinta-feira, junho 12, 2014

Existem...

... palavras que se lêem por ai que poderiam ter sido perfeitamente escritas por mim...
Assim sou eu. Metade miúda rebelde e inconformada. Metade senhora que já sabe o que quer. 
Metade que brinca pela vida de cara lavada, que se diverte, que faz disparates e tropelias, que ri até não conseguir mais. Que quer colo até mais não. Metade crescida e responsável. Ajuizada, calma e ponderada. Sensata e confiável. De salto agulha, vestido e maquilhagem. Que te ouve até à exaustão.
As minhas metades não se separam. Fazem de mim aquilo que sou. Não estranhes se me confundires numa e noutra. Eu sou ambas. Depende daquilo que eu estou disposta a que conheças.

- Rita Leston -
Da página do Facebook Gosto de ti e então?

terça-feira, junho 10, 2014

Comemora-se...

... hoje o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas...

Decorrem as habituais comemorações oficiais, este ano realizadas na cidade da Guarda. Decorre também a habitual homenagem aos combatentes portugueses em Lisboa, mais concretamente no Mosteiro dos Jerónimos e no monumento aos Combatentes em Belém. 

Mas mais do que um dia em que existem desfiles, discursos e entrega de condecorações... Deveria ser um dia em que todos os portugueses deveriam olhar para si e pensar em conjunto. Os últimos tempos estão longe de ter sido fáceis para os portugueses. FMI, crise e cortes atrás de cortes. Muitas divergências e um crescente descrédito em quem nos governa. Não têm sido tempos fáceis e esses tempos já nem às crianças passam despercebidos... A desilusão e a tristeza dos pais, as dificuldades em conseguirem, mais do que ter dinheiro para comprar um presente, ter dinheiro para colocar comida na mesa são o triste retrato do nosso País neste início do século XXI. Estamos longe, muito longe, da fantástica Nação que, em tempos idos, dominava o mundo e unia continentes com as suas rotas dos Descobrimentos...

Estou longe de ser um Velho do Restelo. Estou longe de achar que no passado é que as coisas eram boas. Nada disso! Sou uma pessoa totalmente diferente daquelas que vivem com os olhos postos no passado. Sou muito mais de olhar em frente e desejar fazer mais e melhor por este nosso País. Desejar com muita força e contribuir para que possamos viver melhor. Tenho pena que tantos e tantos portugueses tenham de ter deixado o seu País de sempre em busca de melhores condições fora de portas. Dói-me o coração saber de famílias que vivem quase permanentemente separadas apenas porque o pai não consegue, na sua terra natal, dar a sua família aquilo porque sempre ansiou e para que estudou e trabalhou. Este não era o País que eu esperava ver enquanto adulta...

Comecei o meu dia de hoje a ler o discurso de despedida do Comandante do Batalhão Colegial do Colégio Militar e não pude deixar de meditar nas suas palavras... Um discurso carregado de alguma revolta e de alguma incompreensão sobre o ponto de situação a que chegou este Colégio. Não vou aqui tecer comentários sobre o facto de concordar ou não com a existência de instituições como o Colégio Militar, os Pupilos do Exército ou o Instituto de Odivelas. Tenho a minha opinião e hoje não é dia de falar disso... No entanto, não podia deixar de partilhar aqui as palavras proferidas por este aluno finalista do 12º ano quando se dirigiu, pela última vez, a todos os alunos do Colégio Militar na qualidade de Comandante do Batalhão Colegial...
"Chegado a este período de reflexão, e por não estar, de todo, satisfeito com muito do que presenciei ao longo deste ano que hoje termina, sinto-me na obrigação de vos dizer que estou desiludido e desapontado com o nosso trabalho. Estou desiludido não com os erros que cometemos, porque somos humanos e errar faz parte da nossa condição, mas com tudo o que, por preguiça e desleixo, deixámos de fazer. (...) Porém, enganei-me. Hoje, nove meses depois, tenho perfeita noção de que não sois nem nunca ireis ser capazes de abdicar dos vossos interesses pessoais em prol do bem colectivo! (...) Por fim, e por vos considerar a Pedra Angular desta Casa, dirijo-me a vós, alunos. Nestas últimas palavras como Comandante de Batalhão, não posso deixar de felicitar os muitos que se contentaram com o pouco que tinham, os muitos que não foram capazes de abandonar a sua zona de conforto, os muitos que, por desleixo ou preguiça, não ambicionaram ser melhores. Parabéns! Continuai assim e sereis exactamente aquilo que sempre ambicionastes - cidadãos comuns, livres de qualquer preocupação ou responsabilidade, enfim, fareis parte da imensidão de fracos que a História tende sempre a esquecer! Por outro lado, é com gosto que congratulo todos os que atingiram os objectivos a que se propuseram, todos os que sonharam ser melhores e que, pelo esforço, pelo trabalho árduo e pela dedicação, o conseguiram. O sonho e a ambição são a base do futuro! (...) Gostava que interiorizásseis as palavras de Lichtenberg: "Quando os comandantes perdem a vergonha, os comandados perdem o respeito". E nada pior há que perder o respeito dos comandados porque quando isso acontece, deixamos, simplesmente, de ser líderes e tornamo-nos ditadores. (...) Tudo está ao nosso alcance desde que risquemos a palavra impossível do nosso dicionário!"
Ainda que estas palavras sejam referentes à realidade do Colégio Militar... Será que estas mesmas palavras não se podem aplicar a tanto da nossa realidade como portugueses? Será que não deveríamos, de uma vez por todas, riscar a palavra "impossível" do dicionário de cada um de nós e acreditarmos que conseguimos chegar mais longe, fazer mais e melhor e provar a fibra e a garra de que somos feitos? E, mais difícil ainda para muitos do que possuem a nacionalidade portuguesa nos seus cartões de cidadão... Não seremos capazes de abdicar de uma vez por todas dos nossos interesses pessoais e conseguirmos canalizar as nossas energias, enquanto profissionais e enquanto cidadãos, para o bem comum, para aquilo que faz sentido enquanto portugueses e conseguirmos mostrar que não somos um país que está num cantinho da Europa e que se deixa pisar uma e outra vez pelos grandes da Europa?

Olhemos para as palavras deste finalista com um verdadeiro sentimento de portugueses que somos e possamos (re)aprender a existir como povo único!

Bom Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas!

E que orgulho de ser portuguesa e poder usar as nossas cores!

segunda-feira, junho 09, 2014

E...

... assim se começa a semana...

Livro: "O Inferno de Gabriel" de Sylvian Reynard
Verniz: 108 Ultimate Pink da Essence

Depois de três visitas à Feira do Livro deste ano, o livro da semana está concluído com este primeiro título de mais uma trilogia!

Para quem vai em busca de uma prosa na linha das Cinquenta Sombras de Grey (conforme induzido pela capa...), pode apanhar alguma desilusão pois Gabriel está longe de ter o quarto do prazer tão adorado por Mr. Grey. Trata-se de um livro diferente. Bem diferente, do meu ponto de vista. Gabriel é igualmente atormentado como Grey mas de uma forma diferente. Está longe de ser um dominador... Pelo menos neste primeiro livro, toda a relação do Gabriel com a sua Júlia é feita de uma conquista permanente sempre relacionada com o amor entre Dante e a sua Beatriz. É aqui que acho que este título ganha em relação às Cinquenta Sombras de Grey. Não se trata de um livro meramente relacionado com a relação carnal entre duas pessoas e a forma como essa relação se pode desenvolver. Este livro transporta-nos também para o universo de Dante, que oscila entre o seu Inferno e o seu Paraíso, ao mesmo tempo que a personagem de Gabriel se vai dando a conhecer à sua amada. É bom aprender algo de novo e este romance permite isso, olhando para a forma como Dante via as relações entre um homem e uma mulher, visão esta induzida pelo seu amor não concretizado.

Vamos ver o que o próximo volume me reserva...

sábado, junho 07, 2014

Sempre...


... achei muito engraçada a evolução que os sentimentos podem ter. Sempre achei fascinante a forma como as coisas podem evoluir e tornar-se em algo que nos faz sorrir quando nos vêm à memória. Estou aqui a falar daqueles sentimentos bons. Dos sinceros. Dos polvilhados de pós de pirlimpimpim. Daquele nos fazem ouvir uma música com um sorriso. Recordar uma conversa com saudadinhas daquelas boas e doces. 

Gosto de como os sentimentos podem evoluir. Gosto de como os sentimentos se podem cimentar. E gosto quando uma relação existe e se constrói baseada na alegria que pode nascer dentro de nós quando vemos o outro feliz. Gosto deste sentimento despreocupado de partilha das alegrias. E gosto desta forma de existir em que se sabe como o outro está apenas pela partilha de uma pequena palavra ou de uma forma de responder.

E gosto desta nossa amizade... A sério que gosto! Do fundo do meu coração! Gosto de ver como esta relação evoluiu nestes quase quatro anos e ver ao ponto a que chegámos hoje. Ao bom ponto a que chegámos hoje em que ficamos genuinamente felizes por ver como o outro está. É bom ter amizades assim. É bom saber que existem pessoas que nos conseguem compreender com tão pouco. E é bom ver uma amizade assim... Que permanece. Que é baseada em sorrisos e em "dar na cabeça" quando é preciso. Que é baseada em saber ouvir em silêncio quando o outro precisa de desabafar.

E porque existem músicas que ficam sempre ligadas a esta e aquela pessoa... Esta é a tua... Porque sim... Porque esteve presente desde o início em que tudo era mais turbulento e em que muitas nuvens pairavam sobre as nossas cabeças. Ainda que o sentido da música possa ser entendido de outra forma... Esta faz sentido numa amizade. Porque sim!

Obrigada a ti....

sexta-feira, maio 23, 2014

E...

... ao olhar para esta fotografia, chego à conclusão de quem nem na versão corredora é fácil ser mulher. Dúvidas, tantas dúvidas!

Pernetes de compressão Kalenji, calções de corrida Nike Tempo e Adidas, Ténis Asics GT-2160 (esquerda) e Asics Noosa TRI4 (direita).


sábado, maio 17, 2014

É...

... assustador ver os números de casos de cancro na pele que são divulgados me cada início de época balnear. É assustador ver como a irresponsabilidade das pessoas teima em não desaparecer. E é assustador ver o que pais fazem aos seus filhos pequenos nas praias ou ao ar livre, deixando-os expostos ao sol sem protecção, sem uma camisola de algodão vestida ou levando-os para a praia nos períodos de maior calor e de maior incidência solar.

Desde pequena que os meus pais sempre tiveram cuidados redobrados com a minha exposição ao sol. Praia era desde bem cedo e apenas até por voltas das 11h30 ou 12h sempre muito bem besuntada com protecotr solar de factor bem elevado, que era sempre reposto a cada banho de mar. Depois, mais velha, eu própria sempre fui cuidadosa aplicando protector solar, tanto no Verão como no Inverno (neste caso, principalmente no rosto). Mais tarde, veio a prática de muito desporto ao ar livre e o protector solar continuou a fazer parte das minhas rotinas, sempre com factor de protecção bem elevado, e sempre a aplicar tanto no corpo como no rostos e com atenção redobrada para um sinal um pouco maior que tenho num ombro. Também as idas ao dermataologista acontecem e nessas o sinal é sempre observado para se ver se tem alguma alteração que seja relevante de ser analisada. Eu própria faço a vigilância desse sinal para ver se vou detectando alguma alteração. São pequenos cuidados que todos nós podemos ter no nosso dia-a-dia e que não custam nada. É como fazermos a nossa higiene diária, comermos ou bebermos água. Trata-se de hábitos que se criam e que apenas contribuem para a nossa protecção.

Numa altura em que as corridas e os praticantes de corrida aparecem a cada esquina, o problema da protecção solar torna-se ainda mais relevante quando a maior parte dos corredores afirma não utilizar protector solar regularmente durante a sua prática desportiva. Para mim, é uma rotina como outra qualquer como tratar da roupa de desporto ou ter o iPod e o relógio GPS com bateria. Foi por isso que escrevi um post esta semana, no blog Corre mais rápido, em que deixei algumas sugestões de protectores solares especialmente indicados para a prática desportiva, fruto das suas texturas mais leves, e sempre com factor de protecção bem elevado.

Espero que gostem das dicas! E nunca se esqueçam... A pele é o maior órgão do vosso corpo, cuidem bem dele!

E...


... hoje o dia começa assim com pão de centeio alemão, fiambre de perú sem lactose, chá English Breakfast da Twinings e uma maçã! 

Bom dia, mundo e um excelente Sábado para todos!!

domingo, maio 11, 2014

O...

... dia de hoje tem um sabor agridoce para mim. É um dia com uma dualidade de sentimentos. Neste dia, já chorei de muita felicidade e já chorei de muita tristeza. Neste dia, já sorri e falei muito e neste dia já permaneci num silêncio terrível carregado de dor. Um dia que fará sempre parte das minhas recordações...

Há nove anos atrás, vestia-me neste dia de festa para aquele momento que assinalava o primeiro dia de uma nova fase na minha vida. O dia que marcava o início da minha vida de trabalho. Deixava de ser uma mera estudante para passar à vida de trabalhadora. Um inteiro mundo novo abria-se diante de mim. Muita curiosidade, muita expectativa e muita vontade de fazer mais, melhor e diferente. Muita vontade de ter sucesso e muita vontade de ver os meus sonhos concretizados. Nove anos passados sobre este dia, sou uma pessoa feliz. Mais adulta, mais experiente mas com o mesmo sorriso de menina do primeiro dia. Sou uma pessoa com alguns sonhos concretizados e muitos outros que quero alcançar. Eu sou assim. Sempre em busca de mais. Sempre em busca dos meus objectivos. Sempre atrás dos meus sonhos!

Mas há três anos atrás, no mesmo dia deste aniversário de felicidade e de excelentes recordações, vestia-me de novo com a mesma roupa mas não para uma festa. Antes pelo contrário... Era o dia da última despedida, R... A tua última presença entre nós... E as saudades são tantas, ainda hoje... Aqui transcrevo a carta que te escrevi neste dia, há três anos atrás... Porque mais não consigo escrever sem chorar...

"Amigo,

Este dia 11 de Maio sempre foi para mim, até hoje, um dia de alegria. Um dia em que se lembravam bons momentos, se recordavam algumas dificuldades mas em que o sentimento de alcançar um objectivo se sobrepunha sempre a tudo o resto. Um dia em que eram lembrados sorrisos, alegria e a união de um curso em torno de uma mesma mesa. Se há 6 anos me fardei pela primeira vez com esta farda de azul profundo e botões dourados com o coração a palpitar de emoção e alegria... Hoje volto-me a fardar com um peso nos ombros de me ir despedir de umas das pessoas mais fantásticas que conheci. Um jovem que tudo merecia e que nos deixa hoje, amigos e família, bem mais pobres e sós.

Visto este azul profundo relembrando todos os teus sorrisos, toda a tua força e toda a tua capacidade de nos motivar e de nos fazer acreditar de que tudo tem solução. Que existem coisas que simplesmente estão destinadas a acontecer e que não temos de nos lamentar por isso nem nos revoltar. Temos sim de ir buscar forças para as ultrapassar. Infelizmente, não conseguiste... Deixas um grande vazio nos nossos corações. Tantos momentos ficam por partilhar, tantas notícias e tantas gargalhadas para dar. Dizia-se hoje "Agora somos só 12..." mas logo rematado com "Não! Estamos aqui 12 mas 13 seremos para sempre!". Acho que isto diz tudo. O teu lugar estará sempre aqui e o tempo nunca o apagará. Escrever o cartão para ti em nome de todo o curso... Nunca tão poucas palavras me custaram tanto, tanto...

Aquilo que te era devido, dispensaste em vida... Os motivos pelos quais os fizeste só tu os saberás para sempre. Mas acho que, mais uma vez e como te caracterizava sempre, pensaste naqueles que te eram mais queridos e que esses momentos apenas poderiam corresponder a mais dor e sofrimento ainda do que aquele que já estavam a ter. Ao falar aos teus pais não pude conter as lágrimas. O sentimento de "Porquê?" (que tu nunca nos demonstraste ter... Aceitaste os acontecimentos e apenas dizias "Que assim estava destinado"...) invadiu-me o peito. Existem pessoas tão únicas no Mundo e que não merecem sofrer. Que não merecem não viver. Que não merecem não ter realizado todos os teus sonhos...

Ao passares por mim uma última vez, te fiz o mais merecido "sentido". Não aquele que te era devido apenas como camarada... Mas aquele que mereces por todas as qualidades, humanas e profissionais, que sempre demonstraste. Ao toque do sino fiz a continência que mais me doeu fazer em toda a minha vida. E aquela que mais dificilmente esquecerei algum dia... Uma continência recheada de emoção e durante a qual não consegui conter as lágrimas mais uma vez...

O dia da tua despedida ficará para sempre marcado aqui no meu coração. Acredito que estarás sempre aí, sempre a olhar por estes, mais que camaradas, amigos que aqui deixas. Foi uma honra enorme conhecer-te e a tua lado viver tantas experiências e servir nesta carreira que abraçámos. A tua força e forma de encarar a vida será sempre um exemplo para todos nós.

Até um dia, amigo. Até sempre, camarada!"

sábado, maio 03, 2014

Há...


... dias assim...

Casaco e camisola: Zara, Calças: Mango, Relógio: Swatch, Pulseira: Feira Internacional de Artesanato

Falava...

... ontem com uma amiga sobre a forma como as pessoas podem mudar a sua forma de estar e a forma como se podem afastar dos amigos de sempre quando passam a ter uma relação...

Ao iniciar-se uma relação existem os primeiros tempos de paixão louca, de enamoramento permanente e em que se o que se quer em cada instante e estar-se junto da pessoa de quem gostamos. É normal. É o início. É a novidade. E é normal que nessa fase se esteja menos presente para os amigos mas isso não quer dizer que e passe ao afastamento completo. Porque, ainda que não seja isso que se deseja, existem relações que não são para sempre e os amigos esses, estão sempre lá para nos ouvirem, serem o nosso ombro amigo ou gargalharem connosco. 

Mas o pior é quando a relação se sobrepõe a tudo o resto e a pessoa se começa a afastar de tudo e de todos por influência da sua cara metade. Quando perde o brilho que sempre a caracterizou e passa a ser uma pessoa muito mais apagada, deixa de falar com os colegas de escola e com os amigos de infância, os amigos de sempre...

Acho que, por maior que seja o amor que se tem por outra pessoa, nunca nos devemos deixar apagar desta forma. Nunca nos devemos subjugar desta forma. Sim... Porque acho que ao nos afastarmos daquelas que foram as pessoas que sempre estiveram ao nosso lado devido a uma relação amorosa, pela pressão de temos da outra pessoa para deixar de estar presente para os nossos amigos, isso se traduz a uma subjugação que não é saudável. Que não traz nada de bom à relação. Que deixa a pessoa infeliz e lhe retira o brilho e a energia de sempre.

Faz-me confusão estas formas de estar em que os amigos são deixados para segundo plano... A sério que faz...

sábado, abril 26, 2014

Passaram...


... ontem 40 anos sobre a manhã de Abril que mudou para sempre o rumo da História de Portugal e da vida dos portugueses. Caía assim um regime pautado pelo silêncio forçado, pela polícia política e pela ditadura. Terminavam assim os dias de desaparecimentos e de prisões de tantas pessoas. Surgia de novo a liberdade e a possibilidade de se poder dizer o que verdadeiramente se pensava, poder seguir o rumo de vida que realmente se desejava e, no caso específico das mulheres, abriam-se novas portas e novas possibilidades profissionais.

Tudo poderia ter sido diferente se o imediato do NRP "Almirante Gago Coutinho" não tivesse impedido o disparo a partir desta fragata estacionado em pleno rio Tejo sobre as tropas que se juntavam no Terreiro do Paço. Tudo teria sido diferente se o soldado que estava num chaimite como o da fotografia tivesse acatado a ordem do seu superior e tivesse disparado sobre um homem de braços abertos que teimava permanecer diante do imponente canhão. Esse homem era Salgueiro Maia. Um olhar e um nome que surgirá sempre associado a este dia e ao regresso da liberdade para todos os portugueses.

Estive ontem presente no Terreiro do Paço, onde desde dia 24 e até ao final do dia de hoje muitas são as actividades e as demonstrações apresentadas pelos três ramos das Forças Armadas. Foi bom ver tanta gente na rua e muito curiosa com aquilo que os militares tinham para mostrar e explicar. Muitos foram os aplausos que se ouviram no concerto dado pela Banda da Armada e em que estiveram presentes os três Chefes de Estado-Maior dos três ramos. Muitas eram as crianças que tudo queriam ver e tudo queriam aprender. E muitos foram os aplausos que se ouviram após os gritos das três escolas de raiz militar que existem no nosso País e que estiveram presentes para mostrar aquilo que são ao nível da ginástica e que tantos prémios e medalhas ganham a nível nacional e internacional. Primeiro o silêncio e depois a salva de palmas aos gritos do Instituto de Odivelas, Colégio Militar e Instituto dos Pupilos do Exército. 

Ao contrário do que muitas vezes os nossos governantes podem querer fazer passar em muitas das suas declarações, é nestes momentos e nestas manifestações que se vê que os portugueses estimam os seus militares. Ainda que eu ache que poderiam estimar muito mais, pois estamos a anos-luz do que se passa em muitos países lá fora como Espanha, Reino Unido ou Estados Unidos da América, as pessoas estiveram presentes. Muitas pessoas durante todo o dia no Terreiro do Paço fizeram questão de ver e de falar com os militares que por lá andavam. 

É bom ver que ainda existe algum do espírito de Abril que conseguiu receber de braços abertos os militares que tiveram a coragem de dizer "Basta!" e de sair para as ruas para lutar por um simples ideal: a liberdade!

segunda-feira, abril 21, 2014

sábado, abril 19, 2014

Esta...

... semana, o mundo da literatura, do pensamento e da cultura ficou mais pobre. Muito mais pobre. O mundo viu partir Gabo... Gabriel García Marquez. Um dos melhores escritores que a humanidade poderia ter conhecido. Assim ficamos mais tristes. Nós. Amantes de livros. Pessoas que folheiam livros em busca de palavras, de pensamentos, de partilha. Nós. Amantes de livros. Vamos ter saudades tuas, Gabo!

"Quando uma mulher decide dormir com um homem, não há parede que ela não escale; nenhuma fortaleza que não destrua; nenhuma consideração moral que não ignore até à sua raíz; não existe nenhum Deus que valha a preocupação"
O Amor nos Tempos de Cólera

"A descrença é mais resistente do que a fé, pois é sustentada pelos sentidos"
Do Amor e Outros Demónios

"A Humanidade, como um exército em campo, avança à velocidade do mais lento"
O Amor nos Tempos de Cólera

segunda-feira, abril 07, 2014

O...

... que a capacidade humana de um homem pode fazer na forma como os que o rodeiam o vêem...


Numa sexta-feira, saía o comandante Calvão da Unidade um pouco mais tarde do que o costume, trajando à civil no seu carro pessoal como era hábito, quando antes de chegar a Coina dá conta de um vulto furtivo que, cosido com a sombra das árvores da fronteira Mata da Machada, tentava passar despercebido enquanto seguia a pé na mesma direcção. O cabelo cortado rente, o porte juvenil e a intenção visível de circular sem ser detectado não deixavam qualquer dúvida de que se tratava de um aluno castigado a "dar o salto". 
O comandante pára o carro e chama-o. Surpreendido, o rapaz obedece logo que reconhece quem lhe dá ordem tão peremptória e aproxima-se da viatura apavorado. Desde que chegara à Escola que ouvia falar de Alpoim Calvão como um veterano muito duro da guerra na Guiné e naquele momento via realizados os seus piores receios: ser apanhado em flagrante pelo próprio comandante. Ao ser interrogado sobre qual o seu destino, responde atrapalhado, titubeando, que procurava boleia para Lisboa. Foi pois com surpresa que ouviu o seu superior retorquir-lhe:
- Sobre, eu também vou para Lisboa e levo-te.
Sem entender bem o que se passava, o mancebo entra na viatura e ambos seguem viagem, conversando sobre banalidades. Ao chegar a Lisboa, o comandante pede-lhe a morada para onde se dirige, afirmando ser sua vontade levá-lo a casa. O rapaz fica perplexo, já sem saber o que pensar daquela situação tão insólita.
Chegados ao destino, o comandante surpreende-o novamente perguntado-lhe quando tenciona regressar.
- Domingo às 20h00 - responde o rapaz.
- Pois seja Domingo. Às 20h00, estarei aqui para te levar de volta.
Esse não foi certamente o fim-de-semana mais tranquilo na vida daquele aluno fuzileiro, mas a verdade é que no dia e hora aprazados nenhum dos dois faltou ao encontro e regressaram juntos à Escola, conversando sobre trivialidades durante todo o caminho. Passando por Coina e ao chegar ao local onde dois dias antes apanhara o rapaz (que nesta altura já se devia estar a ver na prisão), o comandante pára o carro e diz-lhe:
- Sai. Aqui te apanhei, aqui te deixo. Regressa à Escola e se o fizeres sem ninguém te detectar nada de mal te sucederá. Mas se fores apanhado serei rigoroso no castigo e podes estar certo que ninguém te livrará de ir parar com os ossos à prisão.
Ao entrar na Unidade, o comandante dirige-se ao gabinete do oficial de serviço, como é boa norma na Marinha, cumprimenta-o, interroga-o sobre os incidentes do fim-de-semana e ao saber que estava tudo tranquilo, vai-se deitar sem tocar no assunto do fugitivo. No dia seguinte, logo de manhã, quando o oficial de serviço se apresenta no seu gabinete, o comandante repete as perguntas e fica satisfeito ao ser informado de que as licenças tinham regressado sem novidade.
Muitas vezes se voltou a cruzar o comandante Calvão com o militar fugitivo, mas jamais tocou no assunto da escapadela. A coragem, o "desenrascanço" e a habilidade do rapaz ficaram provados e, no seu entender, valiam o perdão.
A História não guardou o nome daquele homem, mas duma coisa podemos estar certos: daquele dia em diante havia mais um fuzileiro que tudo faria pelo seu comandante, que a isso mandava a gratidão, virtude que os marinheiros sabem cultivar melhor do que ninguém. 

in Hortelão, R., de Baêna, L. S. & Sousa, A. M. (2012). Alpoim Calvão. Honra e Dever. Porto: Caminhos Romanos.

domingo, abril 06, 2014

Podia...

... estar na cama... Em modo ronha... Podia... Mas já estou em frente ao computador a trabalhar. Existem domingos em que tem mesmo de ser assim... Tudo porque vale a pena quando nos sentimos bem!

sábado, abril 05, 2014

Saudades...

... Saudades é do que trata este post. Saudades mas também de conquistas, de sonhos e de desejos. 

Eu adoro escrever. Simplesmente adoro! Não consigo explicar muito bem porquê nem quando surgiu este meu gosto mas gosto. E muito! E essa foi talvez a principal razão que me levou a criar este blog no ido ano de 2005 (ui... até parece que já foi há cem anos atrás!). E lá tem sobrevivido este blog ao longo dos anos, umas vezes com mais textos escritos, outras vezes nem tanto. Mas nunca tive a vontade de deixar de o ter, de fechar o blog ou de deixar de escrever. Ainda que possa levar algum tempo sem o fazer tão regularmente como em outras alturas...

Estes últimos tempos têm sido daqueles em que tenho andado mais afastada daqui do blog... O que não significa que a vontade de escrever tenha desaparecido. Antes pelo contrário! A questão é que, quando a nossa vida entra num verdadeiro turbilhão de mudanças, existem coisas que vão tendo de ficar em stand by e às quais somos obrigados a dedicar menos tempo do que aquele que gostaríamos verdadeiramente. E aqui o blog é, infelizmente, uma dessas coisas... Os últimos tempos (meses mesmo!) têm sido de muitas mudanças, de muitas espirais, de algumas (muitas!) noites sem dormir. Mas parece que, umas boas depois da mudança se ter finalmente consumado, estou finalmente mais leve e mais descansada. Acho que já consegui entrar no novo ritmo e na nova logística de ter um pé em cada margem durante a semana. Acho que agora já consigo voltar a ter o tempo necessário para me dedicar a todas aquelas coisas que adoro... 

Ainda que os dias agora teimem em ser mais longo e mesmo que, numa primeira vista, pareça que eu tenho menos tempo livre do que antigamente... A vontade de fazer coisas e mais coisas é totalmente diferente. Mesmo quando tudo o que tenho para fazer me faz sair de casa de noite e regressar quando o sol já se pôs (mesmo nesta fase do ano em que a mudança de hora e os dias são mais longos nos permite ter mais horas de luz), sinto-me bem. Sinto-me leve. Sinto-me com vontade de poder realizar todos os meus desejos e todos os meus sonhos. Sinto-me com energia para chegar lá onde quero chegar.

E sinto que finalmente vou poder voltar a dedicar-me a este cantinho de que tanto gosto e onde já tenho tantas mas tantas palavras escritas... Penso que agora posso dizer... I'm back again!!!

domingo, março 23, 2014

Como...

... estas palavras dão que pensar...

És feliz? Ou estás confortável? 
Gostas dos teus dias? Gostas? 
Não é assim um vai-se-andando-hoje-e-amanhã-logo-se-vê. Não é um olha-estou-para-aqui-mas-até-podia-estar-antes-ali. Não é um não-estou-mal-e-não-me-apetece-chatear. Não é isso. Não é sequer um inconformismo latente. São aqueles mornos (des)confortáveis que não nos deixam avançar. Que não nos põem exactamente infelizes, mas que não nos fazem sorrir.

Gostas dos teus dias? Mas gostas mesmo? 
Não é o conforto do dia a dia morno. Não é o sorriso automático que colocas ao espelho pela manhã. Não é o beijo de fugida nem o abraço para o qual não tens tempo. Nada disso. É o ir andando nos dias. E nada mais.

Gostas dos teus dias? Mas gostas mesmo, mesmo? 
Acordas pronto para o dia e a saber que vai correr bem? Adormeces na tranquilidade dos teus pensamentos? Adormeces com tudo aquilo que te faz feliz? Ainda tens a urgência de um beijo? O teu mundo ainda pára quando aquela pessoa te abraça? Quantos disparates te apetece fazer por uma noite a sós? Que montanhas moves por esse amor?

És feliz? Ou estás apenas confortável?
Gostas dos teus dias? Mas gostas mesmo? 
Não é o conforto do dia a dia morno. Não é o sorriso automático que colocas ao espelho pela manhã. Não é o beijo de fugida nem o abraço para o qual não tens tempo. Nada disso. É o ir andando nos dias. E nada mais.
Gostas dos teus dias? Mas gostas mesmo, mesmo? 
Acordas pronto para o dia e a saber que vai correr bem? Adormeces na tranquilidade dos teus pensamentos? Adormeces com tudo aquilo que te faz feliz? Ainda tens a urgência de um beijo? O teu mundo ainda pára quando aquela pessoa te abraça? Quantos disparates te apetece fazer por uma noite a sós? Que montanhas moves por esse amor?
És feliz? Ou estás apenas confortável?

Da página do Facebook Gosto de ti, e então?

segunda-feira, março 10, 2014

Vi...

... ontem a Grande Reportagem da SIC sobre o Pavilhão Carlos Lopes e o (triste) estado em que ele se encontra. Foi encerrado em 2003 com a justificação de que tinha poucas condições de segurança para continuar a servir de casa ao desporto, aos concertos e à política e ficou, desde então, deixado ao abandono. Razão pela qual foi o "entrevistado" de honra desta reportagem.

Imaginar que havia sido inicialmente construído no Brasil e atravessou o oceano para ser reconstruído do lado de cá e agora está neste estado lastimável. Numa cidade como Lisboa, que cada vez mais surge nos tops de turismo pelas mais diversas razões, situações destas não deveriam acontecer de forma nenhuma! Edifícios com história e com beleza arquitectónica como este e tantos outros nunca deveriam estar deixados assim... Ao Deus dará... A resistir nãos e sabe muito bem como às intempéries e à total ausência de manutenção. Não existe um ano em que vá à Feira do Livro em que não pense que tanta coisa poderia estar a ser feita se o Pavilhão ainda estivesse aberto e se estivesse em condições para estar aberto ao público. 

Tenho pena que se deixem estes nossos tesouros assim... A resistirem não se sabe muito bem como ao passar dos anos...

Daqui a 15 dias regressa a Grande Reportagem da SIC com mais um edifício abandonado em Lisboa, parece-me que se vá falar do restaurante em Monsanto. Vamos ver daqui a 15 dias que outras memórias de tantos lisboetas estão abandonadas ao vento, ao sol e à chuva...

domingo, março 09, 2014

Tenho...

... dias em que fico triste com o que se passa neste nosso cantinho à beira-mar plantado. Fico triste com tantas pessoas que vêem as suas vidas por um fio. Parte-me o coração ver tantos olhos tristes nas nossas ruas, tanto em caras novas como mais velhas. E parte-me ainda mais o coração quando essas caras são de pequenas crianças para as quais a palavra "crise" faz cada vez mais parte dos seus dias que deveriam ser totalmente desprovidos de preocupações e apenas pincelados por brincadeiras.

Fico triste por ver este país cada vez mais despido de juventude. Os jovens são, por natureza, aventureiros, aguerridos e gostam de experiências novas. É mesmo assim. Mas fico triste quando tantos e tantos jovens são obrigados a terem de deixar os seus mais queridos e a terem de partir para fora de portas em busca de uma vida melhor. E fico ainda mais triste e assustada quando já não apenas os jovens que têm de partir mas também os pais e mães de família cuja vida já não consegue ser feita por cá e vão lá fora tentar ter um pouco mais para dar aos seus filhos.

Fico triste quando se vê tantas e tantas famílias portuguesas a esforçarem-se por tentar juntar alguma coisa e vêem-se chegar ao final do mês de forma muito complicada. E o dia de São Receber que nunca mais chega...

Fico triste por ver tantos sonhos não poderem acontecer, tantos projectos de vida terem de ser adiados ou terem de ficar na prateleira até que chegue a bonança. E quando é que ela vai chegar? Quando? Quero ver novamente sorrisos nas nossas ruas. Quero ver novamente as pessoas poderem suspirar e fazerem planos porque não estamos cá para nos limitarmos a apenas trabalhar para pagar as contas ao final do mês. Estamos por cá para podermos também viver a vida e podermos dedicar tempo aquilo que mais gostamos de fazer, sem termos de estar permanentemente a contar todos os cêntimos...

Quero ver um Portugal melhor...

Ainda...

... que com um dia de atraso, achei que era mais do que necessário assinalar o Dia Internacional da Mulher e nada melhor do que escolhendo um texto que acho que diz muito e que adorei assim que o li. Directamente a partir de uma das minhas páginas preferidas do Facebook, Gosto de ti, e então?
Na minha realidade não me faz sentido um Dia da Mulher. Homens ou Mulheres são diferentes, com capacidades diferentes, com competências distintas, melhores ou piores pessoas, mais ou menos prepotentes, mais ou menos amantes e apaixonados. Diferentes. Que se complementam. É aquilo que somos como pessoa que nos distingue dos outros, não o género. 

Infelizmente assim não é para todas as mulheres por esse mundo fora.

Que não sejamos nunca discriminadas: não é o género que define o que somos.
Que não nos sintamos inferiorizadas: todos temos capacidades diferentes.
Que sejamos sempre nós mesmas: da forma que nos sentirmos melhor.

A todas as que ainda precisam deste dia, não se esqueçam: sois grandes! Feliz Dia!
Infelizmente assim não é para todas as mulheres por esse mundo fora.
Que não sejamos nunca discriminadas: não é o género que define o que somos.
Que não nos sintamos inferiorizadas: todos temos capacidades diferentes.
Que sejamos sempre nós mesmas: da forma que nos sentirmos melhor.
A todas as que ainda precisam deste dia, não se esqueçam: sois grandes! Feliz Dia!
Espero que tenham todas tido um excelente dia! Sejam muito felizes!!!! 

sexta-feira, março 07, 2014

E...


... pronto, é isto!

Não, não sou convencida... Apenas achei a brincadeira engraçada com o TGIF... E vamos lá aproveitar bem esta 6ª feira!

quinta-feira, março 06, 2014

A...

... vida é feita de aprendizagens. É feita de ouvirmos quer nos quer bem. É feita de termos a capacidade de olhar para as nossas acções e conseguir ver aquilo que fazemos bem e menos bem. É feita de termos a capacidade de crescer com os nossos erros e de cimentarmos as nossas vitórias e os nossos sucessos.

A vida é feita de aprendizagens. E eu tenho aprendido muito nos últimos meses. Oh se tenho! 

Nem todos os nossos amigos têm a capacidade de nos dizerem as coisas tal e qual como elas são. Nem todos têm a coragem de nos encarar e dos nos dizerem as coisas que precisamos mesmo de ouvir porque as verdades doem e acabam sempre por ter receio de que ao, dizerem-nos as verdades, as coisas dêem para o torto. 

A vida é feita de aprendizagens. E é bom fazê-la com pessoas que não nos toldam a visão e nos mostrar o mundo sem filtros.

E é por isso que fico feliz quando determinadas pessoas entram na minha vida. Pessoas que vale a pena ficarem. Pessoas que me ensinam a ser uma pessoa melhor. Pessoas que me mostram que posso melhorar e conseguir fazer as coisas de uma forma ainda mais ponderada, sensata e adequada ao mundo em que nos movemos. Pessoas que fazem sentido. Pessoas cuja amizade queremos que perdure no tempo.

A vida é feita de aprendizagens. E é bom fazê-las com amigos assim!


Obrigada por estares desse lado e por me ajudares a ser mais controlada!

terça-feira, março 04, 2014

Porque...

... de vez em quando dá-me para isto... 

Senhores que teimam em estacionar o carro no Jamor e depois dedicarem-se a falar em alta voz aos seus telemóveis, quase sempre para discutirem com vozes femininas... Expliquem-me... Qual a mais valia deste procedimento?

A sério que não entendo... Não existe uma vez que não vá treinar ao Jamor em que não me depare com um cenário destes. A sério que não percebo- Vá de estar no carro, com o telemóvel em alta voz e com o volume no máximo e vá de discutir e de destilar veneno...

Por favor... Façam aquilo que vos der vontade mas... Daí a estarem num estacionamento nestes propósitos... Não... Não faz sentido nenhum...

domingo, março 02, 2014

É...

... impressionante como o mundo consegue dar tantas voltas. E coo elas conseguem ocorrer todas ao mesmo tempo e os desafios se multiplicam a olhos vistos. 

O mês de Fevereiro foi feito de muitas mudanças, muitas alterações e muitos novos rumos no horizonte. O mês de Fevereiro foi, para mim, a verdadeira confirmação de que a nossa persistência pode ser recompensada. Basta-nos ser perseverantes, acreditar que é possível, não nos deixarmos deitar abaixo por quem nos quer menos bem e ter paciência. Muita paciência. Porque o dia em que os nossos desejos se concretizam chega. Podem ter a certeza disso! Mas nem sempre é fácil e podemos chegar a um momento em que a vontade de desistir pode aparecer... E eu que o diga...

Agora encaro este novo mês de Março de peito e braços abertos a aguardar que venham momentos de sucessos, de realização e de concretização daquilo para que se luta há tanto tempo. Todos nós merecemos ser recompensados quando lutamos pelos nossos objectivos. As dificuldades e os comentários menos bons aparecem sempre, quanto mais não sejam vindos daqueles que desejam que não cheguemos lá. Ao ponto pelo qual tanto lutámos.

Agora... Desejem-me muita sorte para este novo mês... E para todos os novos desafios que estou a abraçar!

quinta-feira, fevereiro 20, 2014

Mas...

... que dias têm sido estes que passaram...

Muitas emoções. Muito turbilhão. Muitas mudanças... Mas sempre com o objectivo de me sentir mais feliz e realizada!

Muito pouco tempo livre e ainda me sinto a pairar. Parece que ainda não é verdade e que, de repente, vou acordar do sonho, e tudo não vai ter acontecido. Já me belisquei várias vezes e sim... Parece que é verdade e que posso respirar pois o objectivo foi alcançado.

Agora é trabalhar muito, muito mas sempre com o sorriso a acompanhar pois sabe muito bem ser recebido de braços abertos, sabermos que gostam de nós e que apostam em nós. E agora é só continuar com esta força e ser muito feliz!

segunda-feira, fevereiro 17, 2014

Hoje...


... tem início uma nova fase para mim. Novos desafios e esperemos que novos bons momentos para ficarem registados na memória. Para que eu seja feliz!

Wish me luck!

domingo, fevereiro 16, 2014

O...

... mês de Fevereiro assinala uma mudança na minha vida. Uma nova fase inicia amanhã. Um novo desafio profissional que ambiciono que me traga toda a realização que desejo há tanto tempo. Nunca fui pessoa de cruzar os braços ou de desistir. Sempre achei que, quando as injustiças acontecem, temos de lutar para que elas terminem...

E foi isso que eu fiz. Foram necessários muitos mais dos que 365 dias do calendário para que as coisas se resolvessem. Foram necessárias muitas noites más dormidas. Foram necessárias muitas noites em branco em que se desejava que tudo se resolvesse da melhor forma. Todos nós temos dificuldades nas nossas vidas. A todos nós surgem obstáculos no caminho que desejamos sempre que seja o mais calmo e sem turbilhão possível. Momentos difíceis todos nós temos. Obstáculos surgem a todos. Mas é a tenacidade que colocamos na forma como os ultrapassamos que conta ao final do dia. 

E agora só me resta desejar que tudo corra pelo melhor no novo desafio. Que as nuvens desapareçam do horizonte...

Porque não existe nada melhor do que fazermos aquilo que nos realiza... E sim... Isso é paixão!


E...

... hoje, o dia começa assim!

Crunchy muesly Pingo Doce, sementes de chia e iogurte grego.

Tenham um excelente Domingo!

segunda-feira, fevereiro 10, 2014

Porque...

... existem dias assim...

Em que um abraço apetece mais.

Em que desejamos mais o conforto de uns braços em torno do nosso corpo.

Porque existem dias assim...

Em que se deseja o calor transmitido, o aconchego... 

A proximidade... 

E a resolução de tudo aquilo que mais nos atormenta.

Porque existem dias assim...